terça-feira, 23 de agosto de 2011

GESTÃO DE POLÍCIA

Tão importante quanto a qualidade de gestão é um orçamento estabelecido, o administrador de polícia deve ter a sua disposição qual a expectativa de recursos para seu trabalho. Hoje somos gestores sem orçamento.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

GESTORES PÚBLICOS DESCARTÁVEIS

Alvin Toffler conseguiu apresentar elementos significativos sobre as tendências tecnológicas mundiais. Refere-se às mudanças aceleradas e a descartabilidade. As ondas de conhecimento também produzem mudanças que afetam os profissionais. A lição que devemos ter presente, portanto, refere-se à sua previsão de 1970 em que dizia que  * Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não conseguem ler  e escrever, mas sim aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender* . Ao Gestor Público cabe a contínua fuga da zona de conforto para se readequar aos anseios sociais, ou se tornará descartável  pela incapacidade de reaprender, exigência natural da nossa realidade.

Toffler, Alvin. Choque do Futuro. Ed Artenova. 1972

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Divulgação - Manual de Policiamento Comunitáro - NEV - USP

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   Está disponivel no site do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo o Manual de Policiamento Comunitário.


Resumo ( contido no Site )


O policiamento comunitário, hoje em dia, encontra-se amplamente disseminado nos países economicamente mais desenvolvidos. Sem dúvida isso é uma conquista desses países, pois essa é a forma de policiamento que mais se aproxima das aspirações da população: ter uma polícia que trabalhe próxima da comunidade e na qual ela possa crer e confiar.
Acreditar e confiar na polícia são considerados elementos essenciais para que a polícia possa ter legitimidade para aplicar as leis, isto é, para a polícia ser percebida pela população como tendo um direito legítimo de restringir comportamentos, retirar a liberdade de cidadãos e, em casos extremos, até mesmo a vida.
Sem a colaboração do público, a polícia não pode melhorar seu desempenho e essa colaboração exige confiança. A experiência tem demonstrado que o policiamento comunitário é um caminho seguro para se reconstruir a confiança e credibilidade do público na polícia.
Este manual tem como objetivo mostrar os passos básicos para se realizar o policiamento comunitário. Através do relato de três experiências realizadas em diferentes Estados brasileiros será demonstrado como a população e a polícia podem trabalhar juntas.

http://www.nevusp.org/portugues/index.php?option=com_content&task=view&id=2209&Itemid=96

terça-feira, 2 de agosto de 2011

POLÍCIA E TEATRO: DO BRICOLEUR À MEDIAÇÃO EFICAZ

      Pensamos em ir além, explorar a potencialidade de profissionais e criar opções de prevenção. Então chegamos ao teatro. Extrema ousadia, perspicácia na percepção do momento.
Teatro permite a mediação de referência, linguistica, institucional, contextual e pessoal ( A escola no Teatro , de Taís Ferreira. Editora Mediação). É ferramenta de reflexão levado à comunidade e o é, também, para reavaliar procedimentos do grupo de profissionais da Organização.

Há infinitas conexões entre quem realiza e quem assiste, assim, nos aproximamos e perguntamos: O que há por trás da cortina? Da nossa cortina!

Com o teatro, policiais atores superam a invisibilidade da farda, sentem-se partícipes da transformação. Policial-ator-docente, um Bricouleur. Na teoria de Levi-Staruss, bricouleur é um artesão, que na limitação de materiais, cria, reagrupa e constrói. Na verdade produz uma nova estratégia. Na ação não há necessariamente uma lineridade, há o aproveitamento de oportunidades para efetivar um objetivo. A bricolagem diz do espaço cultural da Organização. Está alinhada com a inovação, com a transformação, dentro dos restritos recursos disponíveis. Fazer polícia também é bricolar. É buscar articulação, com talento, superando as limitações e agregando conhecimentos. Eu bricolo, tu bricolas....... Eu crio, tu inovas, nós transformamos.

Sérgio Flores de Campos Tenente Coronel-Brigada Militar - RS
Projeto Brigada em Cena

http://brigadaemcena.blogspot.com/
http://fronteirasetransformacoes.blogspot.com/
Artigos vinculados-
http://www2.forumseguranca.org.br/content/ser-pol%C3%ADcia-n%C3%A3o-%C3%A9-f%C3%A1cil
http://www2.forumseguranca.org.br/content/gest%C3%A3o-de-criatividade-e-inova%C3%A7%C3%A3o-uma-ferramenta-em-seguran%C3%A7-p%C3%BAblica

Daniel foi preso por falar alemão

Recuperei um livro de registro de ocorrências da Brigada Militar ( Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Sul) datado de 1938. Nele constava a prisão do agricultor Daniel S. por falar o idioma alemão (preservo o sobrenome), destaco que o cidadão preso era de origem russa. Utilizo este parâmetro histórico pensando naquilo venhamos a planejar perante a ordem pública e, consequentemente, as políticas públicas de segurança para atender a sociedade atual.

Assim, trago esta reflexão diante expectativa criada pelo foco em Gestão dado por Governos e instituições no Brasil. Analiso-o, despretensiosamente por não o conhecer em profundidade, restringindo-me à gestão interna. Esta proposta traz uma lógica diferenciada para  atuação profissional em uma sociedade caracterizada pela conectividade, redes e antagonismos. Parte da eficiência e chega à efetividade (o impacto da ação pública). Pressupõe como base a superação de fronteiras pessoais e institucionais, como ilustra Edgar Morin ao tratar da inteligência cega, quando não se potencializam as competências e qualidades, ou ainda, a ética mecânica do burocrata, exposta por Zygmunt Bauman: “Isto não é comigo!”.

Os novos modelos de gestão são um produto da participação mais vigorosa da sociedade nas decisões políticas, cristalizado pelo Relatório sobre a Governança Global da ONU. Além do mais, a modernização da administração pública tem estreita ligação com sua própria legitimidade, conforme encontramos no livro A Questão do Estado no Coração do Futuro (Calame e Talmant) onde nos é lembrado que os dinossauros pereceram por não se adaptarem às mudanças do mundo.

A gestão da Segurança Pública deverá ter suporte em estratégias que estabeleçam propostas de vanguarda, alianças e excelência de gestão, incorporadas pela cultura profissional. Ou seja, tanto na repressão ou prevenção a administração terá de agregar conceitos como inovação, accountability, gestão da qualidade e do conhecimento, análise de processos, qualidade de vida dos funcionários, em suma, uma gestão calcada, “pasmem”, em áreas como a Engenharia de Produção. Porém, isto somente terá efetividade através de uma mudança da cultura de gestão percutida pelo compromisso direto dos comandos e chefias.

Então, respeitando os pseudos céticos, modernizar é preciso, seja acolhendo uma nova proposta ou apresentando alternativas com um suporte de conhecimento ao nível da complexidade social, caso contrário vamos continuar a prender “Daniéis”. Contudo, se não for ele o preso, desejo erfolg (sucesso) às novas ações públicas.


SÉRGIO FLORES DE CAMPOS
http://www2.forumseguranca.org.br/content/daniel-foi-preso-por-falar-alem%C3%A3o

terça-feira, 21 de junho de 2011

MODELOS DE GESTÃO: ACCOUNTABILITY, SERVIÇOS E RESULTADOS


Diante da preocupação do Governo Federal (  Câmara de Gestão ) e também com as práticas em andamento no Estado de Minas Gerais, percebe-se uma tendência de modernização da gestão pública e a quebra de paradigmas. Assim, esta se elegendo o cidadão como foco de serviços e o  acompanhamento por indicadores de desempenho. O que parece simples é na verdade um novo parâmetro que exigirá uma modernização no pensamento burocrático de nossos gestores, que terão de conhecer e aplicar ferramentas gerenciais a partir de estratégias e planejamentos definidos pelo Estado. Determina, portanto, a busca de resultados e um forte compromisso com o impacto das ações implementadas e sua continuidade. Esta responsabilização – accountability- aproximará e exporá o gestor à comunidade. Novos modelos – nem tão novos – estão chegando, então se falar de  6 Sigmas, LEAN ,Ciclo de Demming – PDCA, Benchmarketing, dentre outros, não é mais firula rasa é necessidade. Este novo pensar trará um impacto importante na gestão de políticas públicas de segurança, também. Afinal, foi-se o tempo de pirotecnias, a sociedade quer resultados.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

ANIMALES NO JUSTIFICAN UNA POLITICA DE SEGURIDAD EN LA FRONTERA

Tendremos que luchar con las consecuencias (accountability) cuando elegimos prioridades para el desenvolvimiento de una política pública. Es así que en el trato de las, no se pude optar, por ejemplo el abigeato como fundamento de una política de seguridad pública. Se debe si, escoger la calidad de vida de las personas que residen en el espacio fronterizo, para entonces, aproximarse al delito. Fronteras son más complejas que un único tipo de crimen. En Rio Grande Do Sul la Frontera Noroeste está apenas a 80 quilómetros del Paraguay (una ruta conocida del tráfico y contrabando), São Borja y Uruguayana merecen la atención por la cantidad de robos y hurtos de vehículos y cargas, amén de de otras transgresiones significativas.
Por otro lado, gestión de seguridad pública en frontera, no debe elegir al País vecino como amenaza, por el contrario, deberán ser aliados, veamos: En la Provincia de Misiones (Noroeste de RS)  son aprehendidas en media cerca de 15 toneladas de marihuana por año, gran parte que entra al Brasil (o sea, la primer línea de defensa de la frontera brasilera son las fuerzas de seguridad de la Argentina).

Rio Grande do Sul posee 1200 Km de frontera con la Argentina y 1000 Km con el Uruguay, esto exigiría como mínimo 2 (dos) Centros de Cooperación Institucional de Seguridad para el desenvolvimiento de acciones conjuntas. Sin olvidar, evidentemente, que la realidad de gestión de seguridad pública en áreas de frontera impone un nuevo modelo: no es una acción de comando, es una acción de esfuerzos, siendo así la gestión horizontal (el gestor de seguridad estará preparado?)