sexta-feira, 23 de setembro de 2011

NOVO CONCEITO DE SEGURANÇA PÚBLICA EM ÁREA DE FRONTEIRA





Operação Policial realizada na fronteira do Brasil com o Uruguai e Argentina, no Rio Grande do Sul, foi lançada na localidade de Edelira 21 no Paraguai. Apesar o Paraguai não ter ligação territorial com o Rio Grande do Sul está a 90 quilômetros da fronteira do Brasil com este estado. Esta adesão do Departamento de Itapua apresenta um um avanço na política de segurança para fronteira no Estado do Rio Grande do Sul.


A Secretaria de Segurança Pública e a Brigada Militar estabelecem um novo conceito para a Segurança em Área de Fronteira materializado pela 18ª Operação Simultânea que atendeu 650 mil pessoas nos municípios da linha de fronteira nos dias 22, 23 e 24 de setembro. O diferencial é a estratégia de aproximação com os países vizinhos articulando ações simultâneas voltadas a coibir delitos transfronteiriços e o fortalecimento de canais de informação. Nesta edição houve a participação da Polícia Nacional do Paraguai, sendo considerado um marco nas relações entre os Órgãos de Segurança. Esta participação deve-se a importância estratégica daquele país para a segurança pública regional. A Eficácia em ações de fronteira leva a pensar em redes de segurança nestas regiões, exigindo a integração contínua entre os mais diversos atores inclusive internacionais. Também participaram da Operação os estados do Paraná e Santa Catarina

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

AÇÃO DE COMANDO É DIFERENTE DE AÇÃO DE COOPERAÇÃO





A experiência de controle do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro em 2010, demonstrou um conceito a ser definitivamente incorporado em ação de segurança pública : as ações de cooperação.

Reunir de forma contínua distintas áreas e órgãos de governo é um avanço que, principalmente, em seguraça pública cria um marco emblemático : as ações de comando, utilizadas até então, dividem responsabilidade, ações de cooperação associam competências.

Além do mais, estas definições possuem estreita relação com os conceitos relacionados às políticas públicas. Portanto, lembremos que a importância de diferenciar-se Política de Segurança de Política Pública de Segurança  Política pública de segurança tem a ver com  decisões e de medidas tomadas pelo nivel político legítimo de forma a mobilizar as instituições de segurança e de outros parceiros públicos e privados, para um fim comum: respostas ao fenômeno da insegurança. De maneira mais restrita entede-se políticas de segurança pública como a atuação policial em ‘strictu sensu’.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

GESTÃO DE POLÍCIA

Tão importante quanto a qualidade de gestão é um orçamento estabelecido, o administrador de polícia deve ter a sua disposição qual a expectativa de recursos para seu trabalho. Hoje somos gestores sem orçamento.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

GESTORES PÚBLICOS DESCARTÁVEIS

Alvin Toffler conseguiu apresentar elementos significativos sobre as tendências tecnológicas mundiais. Refere-se às mudanças aceleradas e a descartabilidade. As ondas de conhecimento também produzem mudanças que afetam os profissionais. A lição que devemos ter presente, portanto, refere-se à sua previsão de 1970 em que dizia que  * Os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não conseguem ler  e escrever, mas sim aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender* . Ao Gestor Público cabe a contínua fuga da zona de conforto para se readequar aos anseios sociais, ou se tornará descartável  pela incapacidade de reaprender, exigência natural da nossa realidade.

Toffler, Alvin. Choque do Futuro. Ed Artenova. 1972

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Divulgação - Manual de Policiamento Comunitáro - NEV - USP

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   Está disponivel no site do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo o Manual de Policiamento Comunitário.


Resumo ( contido no Site )


O policiamento comunitário, hoje em dia, encontra-se amplamente disseminado nos países economicamente mais desenvolvidos. Sem dúvida isso é uma conquista desses países, pois essa é a forma de policiamento que mais se aproxima das aspirações da população: ter uma polícia que trabalhe próxima da comunidade e na qual ela possa crer e confiar.
Acreditar e confiar na polícia são considerados elementos essenciais para que a polícia possa ter legitimidade para aplicar as leis, isto é, para a polícia ser percebida pela população como tendo um direito legítimo de restringir comportamentos, retirar a liberdade de cidadãos e, em casos extremos, até mesmo a vida.
Sem a colaboração do público, a polícia não pode melhorar seu desempenho e essa colaboração exige confiança. A experiência tem demonstrado que o policiamento comunitário é um caminho seguro para se reconstruir a confiança e credibilidade do público na polícia.
Este manual tem como objetivo mostrar os passos básicos para se realizar o policiamento comunitário. Através do relato de três experiências realizadas em diferentes Estados brasileiros será demonstrado como a população e a polícia podem trabalhar juntas.

http://www.nevusp.org/portugues/index.php?option=com_content&task=view&id=2209&Itemid=96

terça-feira, 2 de agosto de 2011

POLÍCIA E TEATRO: DO BRICOLEUR À MEDIAÇÃO EFICAZ

      Pensamos em ir além, explorar a potencialidade de profissionais e criar opções de prevenção. Então chegamos ao teatro. Extrema ousadia, perspicácia na percepção do momento.
Teatro permite a mediação de referência, linguistica, institucional, contextual e pessoal ( A escola no Teatro , de Taís Ferreira. Editora Mediação). É ferramenta de reflexão levado à comunidade e o é, também, para reavaliar procedimentos do grupo de profissionais da Organização.

Há infinitas conexões entre quem realiza e quem assiste, assim, nos aproximamos e perguntamos: O que há por trás da cortina? Da nossa cortina!

Com o teatro, policiais atores superam a invisibilidade da farda, sentem-se partícipes da transformação. Policial-ator-docente, um Bricouleur. Na teoria de Levi-Staruss, bricouleur é um artesão, que na limitação de materiais, cria, reagrupa e constrói. Na verdade produz uma nova estratégia. Na ação não há necessariamente uma lineridade, há o aproveitamento de oportunidades para efetivar um objetivo. A bricolagem diz do espaço cultural da Organização. Está alinhada com a inovação, com a transformação, dentro dos restritos recursos disponíveis. Fazer polícia também é bricolar. É buscar articulação, com talento, superando as limitações e agregando conhecimentos. Eu bricolo, tu bricolas....... Eu crio, tu inovas, nós transformamos.

Sérgio Flores de Campos Tenente Coronel-Brigada Militar - RS
Projeto Brigada em Cena

http://brigadaemcena.blogspot.com/
http://fronteirasetransformacoes.blogspot.com/
Artigos vinculados-
http://www2.forumseguranca.org.br/content/ser-pol%C3%ADcia-n%C3%A3o-%C3%A9-f%C3%A1cil
http://www2.forumseguranca.org.br/content/gest%C3%A3o-de-criatividade-e-inova%C3%A7%C3%A3o-uma-ferramenta-em-seguran%C3%A7-p%C3%BAblica

Daniel foi preso por falar alemão

Recuperei um livro de registro de ocorrências da Brigada Militar ( Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Sul) datado de 1938. Nele constava a prisão do agricultor Daniel S. por falar o idioma alemão (preservo o sobrenome), destaco que o cidadão preso era de origem russa. Utilizo este parâmetro histórico pensando naquilo venhamos a planejar perante a ordem pública e, consequentemente, as políticas públicas de segurança para atender a sociedade atual.

Assim, trago esta reflexão diante expectativa criada pelo foco em Gestão dado por Governos e instituições no Brasil. Analiso-o, despretensiosamente por não o conhecer em profundidade, restringindo-me à gestão interna. Esta proposta traz uma lógica diferenciada para  atuação profissional em uma sociedade caracterizada pela conectividade, redes e antagonismos. Parte da eficiência e chega à efetividade (o impacto da ação pública). Pressupõe como base a superação de fronteiras pessoais e institucionais, como ilustra Edgar Morin ao tratar da inteligência cega, quando não se potencializam as competências e qualidades, ou ainda, a ética mecânica do burocrata, exposta por Zygmunt Bauman: “Isto não é comigo!”.

Os novos modelos de gestão são um produto da participação mais vigorosa da sociedade nas decisões políticas, cristalizado pelo Relatório sobre a Governança Global da ONU. Além do mais, a modernização da administração pública tem estreita ligação com sua própria legitimidade, conforme encontramos no livro A Questão do Estado no Coração do Futuro (Calame e Talmant) onde nos é lembrado que os dinossauros pereceram por não se adaptarem às mudanças do mundo.

A gestão da Segurança Pública deverá ter suporte em estratégias que estabeleçam propostas de vanguarda, alianças e excelência de gestão, incorporadas pela cultura profissional. Ou seja, tanto na repressão ou prevenção a administração terá de agregar conceitos como inovação, accountability, gestão da qualidade e do conhecimento, análise de processos, qualidade de vida dos funcionários, em suma, uma gestão calcada, “pasmem”, em áreas como a Engenharia de Produção. Porém, isto somente terá efetividade através de uma mudança da cultura de gestão percutida pelo compromisso direto dos comandos e chefias.

Então, respeitando os pseudos céticos, modernizar é preciso, seja acolhendo uma nova proposta ou apresentando alternativas com um suporte de conhecimento ao nível da complexidade social, caso contrário vamos continuar a prender “Daniéis”. Contudo, se não for ele o preso, desejo erfolg (sucesso) às novas ações públicas.


SÉRGIO FLORES DE CAMPOS
http://www2.forumseguranca.org.br/content/daniel-foi-preso-por-falar-alem%C3%A3o